quarta-feira, 28 de abril de 2021

Precipitação: Como e Por que Medir a Chuva em Milímetros

Prover informações meteorológicas confiáveis à sociedade com base em estudos, monitoramentos e previsões numéricas, fundamentadas na ciência, são preocupações comuns das instituições de pesquisas do tempo e clima de um país.
Como parte dessa cadeia, a chuva é um dos fenômenos naturais mais conhecidos na Terra, caracterizada pela precipitação de água em estado líquido no solo. No entanto, eventos extremos ou a ausência de chuva causam impactos significativos no meio ambiente e na rotina das pessoas.
Por isso, um passo importante para entender melhor essa ocorrência atmosférica é medi-la de forma adequada, mas o método usado para calcular a quantidade de chuva é desconhecido ou causa estranheza para boa parte da população.
A precipitação é medida como a quantidade de água de chuva que atinge o solo horizontal ou o plano de projeção do solo horizontal da superfície da Terra, em um determinado período ou tempo, e é expressa como uma profundidade vertical da água. Em outras palavras, é a altura que a água atingiria se toda a água da chuva pudesse permanecer acumulada no local sem escoar, sem evaporar ou ser absorvida pelo solo. Por definição, um milímetro (mm) de água de chuva acumulada sobre uma superfície de um metro quadrado equivale ao volume de um litro (L).
O Brasil como a maioria dos países que adotam o sistema métrico usa o milímetro (mm) como unidade de precipitação pluviométrica, em conformidade com a norma da World Meteorological Organization (WMO).
O pluviômetro, basicamente utilizado pelas pessoas que estudam o tempo e o clima, consiste de um coletor circular com borda superior constante, de área padronizada de amostra, e um funil que canaliza a água coletada da chuva para um recipiente graduado de medição. Existem diferentes tipos de medidores de chuva que variam de acordo com o mecanismo de operação. Com base nos aparelhos de medições, espalhados em regiões de interesses de observações, como em áreas das cidades ou dos campos, é possível chegar à média da precipitação normalmente por hora, mas podendo ser por dia, por mês ou por ano.
Então, se somos informados por um meio de comunicação que “em determinada região choveu 60 mm em um dia”, proporcionalmente significa que esse aparelho mediu a altura da lâmina de 60 milímetros de água de chuva que se acumulou em um recipiente com base de um metro quadrado, o que corresponde um volume de 60 litros de água em um metro quadrado. 
Não importa se uma região, objeto de observação, possui área de uma cidade ou área de uma piscina. A altura da coluna de água ou profundidade será sempre igual, se a chuva cair de maneira uniforme. Agora, imagina a cidade de São Paulo* formada de vários quadrados de um metro quadrado. Isso implica dizer que choveram muitos bilhões de litros de água.
Pode-se assim observar que, para precipitação, a medida linear possui maior relevância e claramente mais simples de visualizar e apropriado se comparado com o volume real de água, em litros.
(*) A Região Metropolitana de São Paulo ocupa uma área de 7.946,96 km².
Fonte: climatempo; INMET
Estação Pluviométrica Automática com Telemetria de Dados
Crédito: phametechnology
Estação Pluviométrica Automática com Telemetria de Dados
A Estação Pluviométrica Automática envia os dados coletados em campo, em intervalos de tempo programados, para uma estação remota central.
A unidade consiste em um pluviômetro tipo caçamba basculante auto-esvaziante. Quando a caçamba se inclina, por exemplo, calibrado em 0,5 mm, a precipitação é coletada. Nesse momento, um pulso é detectado e registrado em banco de dados.





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