Ainda continua o mistério sobre a constante gravitacional universal, símbolo "G”, que define a força de atração entre duas massas em qualquer lugar do Universo.
A gravidade nos mantém com os pés no chão, mantém os planetas em órbita ao redor do Sol, agrupa estrelas e outras matérias para criar galáxias e molda aglomerados galácticos, tecendo a teia do Universo. Mas a sua intensidade, expressa como a constante gravitacional universal "G" (letra maiúscula), não é conhecida com exatidão, apesar de mais de dois séculos de esforço científico em todo o mundo. Embora os experimentos tenham se tornado mais sensíveis e sofisticados, muitas medições recentes de G apresentaram valores ligeiramente diferentes, dada a sua dificuldade de ser determinado experimentalmente.
Uma equipe de pesquisa do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), publicou em abril de 2026, na revista internacional Metrologia, os resultados de um experimento realizado ao longo de 10 anos. O valor medido para a constante gravitacional (G) pela equipe do NIST foi de 6,673 87×10-11 m3 kg-1 s-2. Esse valor é apenas 0,0235% menor que um benchmark anterior realizado pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), na França, e foi inferior ao valor internacionalmente aceito e recomendado pelo Committee on Data for Science and Technology (CODATA) - 6,674 30×10-11 m3 kg-1 s-2.
Embora essa diferença seja pequena, sem impacto nas medições cotidianas, não é de forma alguma desprezível em um campo que exige medições extremamente precisas como a constante gravitacional universal.
fonte: NIST

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