Em 1851, o astrônomo e físico francês Léon Foucault demonstrou de modo direto, em um experimento revolucionário
montado na cúpula de Panteão (Paris), que o mundo, de fato, está girando em torno do seu eixo.
Naquela época, pela primeira vez na história, qualquer
pessoa que estivesse naquela sala podia observar o planeta Terra se mover com os
próprios olhos, sem a necessidade de qualquer
instrumento.
Ele conseguiu comprovar a rotação da
Terra de forma prática e precisa, suspendendo uma bola de chumbo revestida por uma camada de latão de 28 quilogramas no topo da cúpula central do Panteão por um longo fio de aço de comprimento de 67
metros.
O pêndulo foi fixado de tal
forma que o seu movimento ficasse independente da rotação da Terra. Conforme o pêndulo oscilava, o chão abaixo dele girava lentamente, de modo que a trajetória da bola mudava ao longo do dia. Assim, conforme a bola balançava para frente e para
trás, seu plano de movimento mudava lentamente — cerca de 11,3 graus por hora à latitude de Paris, completando uma revolução aparente em aproximadamente 32 horas ou em torno de 271 graus em um dia (24 horas).
É de se observar que este
efeito é mais forte nos polos, onde o plano de oscilação de um pêndulo parece girar 360 graus completos num único dia sideral (24 horas), e nulo no equador, onde
o plano de oscilação não apresenta qualquer rotação aparente. Essencialmente, o testemunho em visualizar o pêndulo se movendo em um referencial rotativo é devido ao efeito Coriolis.
fonte: paris-pantheon
crédito: F Laeri
Pêndulo de Foucault
O
pêndulo original permaneceu no Panteão até 1855, quando o edifício foi
devolvido ao uso religioso e o pêndulo foi transferido para o Musée des Arts et
Métiers (Paris) e continua lá exposto. O
que está pendurado no Panteão (Paris) hoje é uma réplica funcional exata, reinstalada permanentemente em
1995.

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